Viajei para Goiânia , pois tinha um casamento de um grande amigo do meu marido para ir por lá no dia 26. O que eu não imaginava era que essa viagem teria um marco tão importante na minha vida enquanto grávida.
Fui à festa com um vestido lindo, vermelho, que meu marido teve que comprar pra mim de última hora, pois incrivelmente o que eu tinha separado para o evento ficou no Rio (Quem está ou já ficou grávida sabe como é a cabeça esquecida de quando estamos gestantes). A minha sorte foi que achei o vestido de primeira e acabou sendo um modelo que vou poder usar por toda a gravidez e depois dela quando minha barriguinha voltar para o lugar. Assim espero.
Mas, o importante aqui não é falar sobre a famosa memória precária das grávidas e nem sobre a dificuldade de se arrumar uma roupa de festa quando o nosso barrigão não para de crescer. Um fato realmente importante marcou este casamento, que vai me fazer tê-lo em minha mente para o resto da vida.
Durante a festa, bem no momento daquelas fotos tradicionais dos amigos de faculdade, todos juntos, dentre outras como aquelas com os pais e padrinhos, minha filha resolveu causar uma revolução dentro de mim e para minha sorte e minha maior emoção, meu marido estava ao meu lado e pôde sentir tudinho junto comigo. O movimento foi tão perceptível que ele chegou a me questionar se eu não estava fazendo aquilo de propósito, mas ele logo percebeu que era mesmo sua filha e ficou super feliz.
A Ágatha já tinha demonstrado bem levemente dentro de mim que estava ali viva e saudável, pelo menos é essa a minha interpretação. Eram movimentos quase imperceptíveis, mas que uma mãe de segunda viagem pode conseguir perceber um pouco mais cedo do que as iniciantes. O único problema era que estes movimentos não eram percebidos pelo pai dela, pois por serem muitos sutis só eu mesma podia sentir.
Toda mulher que já viveu uma gravidez sabe que o pai só se sente imerso de verdade neste momento quando passa a sentir os movimentos do seu filho ou filha dentro da barriga da mãe. Antes disso é uma curtição muito solitária da mulher onde o pai se sente meio distante. Muitos dizem até se sentirem excluídos deste momento tão importante na vida do casal. Então vocês devem imaginar como fiquei feliz quando pude fazer meu marido sentir nossa filha dentro de mim, realmente foi mágico e inesquecível.







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